Estadual

CASSADO POR FRAUDE 31/07/2018 22:47

José Medeiros tem madato cassado pela Justiça Eleitoral e Paulo Fiúza irá pro Senado

Em decisão já esperada, o pleno do TRE cassou o mandato do senador José Medeiros em função da fraude comprovada na ata da convenção do PDT. O empresário de Sinop, Paulo Fiúza deve ser empossado no cargo pelo Senado

Da Redação

Com Gazeta Digital

O policial rodoviário federal, José Medeiros, do partido Podemos, teve o mandato de senador cassado pelo pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) na noite desta terça-feira,31. A decisão foi unânime e devolve o mandato ao seu legítimo titular, o empresário de Sinop (500 km de Cuiabá) Paulo Fiúza, do PV.

A cassação de Medeiros se dá pela comprovação de que a ata da convenção do PDT em 2010 foi fraudada para que o policial assumisse a primeira suplência do então candidato majoritário ao Senado pela sigla pedetista, Pedro Taques, hoje governador do estado e filiado ao PSDB.   

Com o julgamento de hoje, o TRE-MT irá notificar o Senado da República para que dê posse ao suplente Paulo Fiúza, que irá cumprir o resto do mandato que se encerra em janeiro de 2019. 

Durante o julgamento, os membros do Pleno do TRE acompanharam o voto do relato do processo e do Ministério Público Eleitoral, que apontaram a abundância de provas de que Medeiros se beneficiou de uma fraude engendrada para passa-lo da 2ª Suplêcia para a vaga de 1º Suplente, originalmente destinada ao empresário Paulo Fiúza.

Medeiros tomou posse no Senado em janeiro de 2015 quando o então senador Pedro Taques renunciou ao cargo para assumir o comando do Palácio Paiaguás, após sair vitorioso nas urnas nas eleições de 2014. 

O Ministério Público Eleitoral já havia emitido parecer pela cassação do mandato de José Medeiros que tinha pretensão de disputar a reeleição para tentar ficar mais 8 anos como senador.

A fraude na ata

Durante o registro da chapa Mato Grosso Melhor Para Você, em julho de 2010, a ata original trazia Pedro Taques como cabeça de chapa, seguido pelo atual deputado estadual, Zeca Viana, como 1º suplente e o empresário Paulo Fiúza, como 2º suplente.

No entanto, em agosto daquele ano, Zeca Viana desistiu de ser suplente para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso de modo que Fiúza deveria ocupar seu lugar e Medeiros assumir a 2ª suplência. Mas não foi isso que ocorreu já que a ata foi fraudada deixando José Medeiros como 1º suplente.

No decorrer do processo, houve perícia por parte da Polícia Federal que comprovou fraude em assinaturas. O próprio José Medeiros disse em entrevista em abril deste ano que não assinou o documento.


versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo