Estadual

CERCO PERMANENTE 24/01/2019 09:46

Servidores desocupam sede da Assemebleia e permanecem acampados em estado de greve

Funcionários públicos de diversas categorias mantém o cerco à Assembleia Legislativas e preparam greve geral que promete paralisar o estado em resposta ao "pacote de maldades" do Poder Executivo

Da Redação

Com G1 MT

Os servidores públicos de Mato Grosso permanecem acampados em frente ao Palácio Dante de Oliveira, sede da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, após desocuparem o plenário do parlamento estadual. Diversas categorias já tiraram indicativo de greve para esta sexta-feira, 25. O funcionalismo resiste ao chamado "Pacotão de Maldades" do governador Mauro Mendes, que pretende congelar salários e suspender direitos adquridos como as progressões de nível por tempo de serviço e qualificação.

Durante a semana, os servidores ocuparam o plenário da Assembleia para pressionar os deputados e impedir que fossem votados o projeto que altera o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) - recomposição inflacionária, e a que promove o arroxo salarial ao vincular reajustes e recoposições inflanárias ao desempenho do superávit da arrecadação estadual.

Por causa da ocupação, os deputados estaduais se reuniram reservadamente em uma sala do presidente, Eduardo Botelho (DEM), na quarta-feira (23), para votar os projetos de autoria do governo Mauro Mendes (DEM).

Na terça-feira (22), o juiz Paulo Márcio Soares de Carvalho, da 4ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, determinou que os servidores que estão ocupando o prédio da ALMT em protesto deixassem o local em até 3 horas. Os servidores ignoraram a ordem judicial e só no final da tarde de quarta-feira deixaram o interior do prédio. 

O projeto sobre a RGA faz parte de um pacote de medidas apresentada pelo governador Mauro Mendes (DEM) para conter gastos e enxugar a máquina pública. Na semana passada, Mendes decretou estado de calamidade financeira para tentar conter a crise no estado.

Esses e outros projetos que tratam de cortes de gastos propostos pelo governo tramitam em regime de urgência e para votá-los os deputados estão fazendo sessões extraordinárias.

Na primeira votação, o projeto sobre a RGA obteve 14 votos favoráveis pela aprovação e seis contrários. Os seis deputados que votaram contra foram Wancley Carvalho (PV), Max Russi (PSB), Janaina Riva (MDB), Valdir Barranco (PT), Allan Kardec (PDT) e Wilson Santos (PSDB).


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