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COVID-19 17/01/2021 13:53

Coronavac é a primeira vacina a ser aplicada no Brasil após aprovação da Anvisa

A vacina do laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butatã foi liberada pela Anvisa na manhã deste domingo,17. O governador João Doria (PSDB) não perdeu tempo e menos de duas horas depois da liberação da Coronavac já deflagrava a campanha de vacinação em seu estado

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

A primeira pessoa a tomar a CoronaVac no Brasil é a enfermeira Mônica Calazans, 54, que trabalha na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. Negra, ela é moradora de Itaquera, na zona leste da capital paulista. A vacinação ocorreu no Hospital das Clínicas.

Há oito meses, dia sim, dia não, Mônica Calazans, 54, sai de sua casa em Itaquera, na zona leste da capital paulista, e leva cerca de uma hora e meia no deslocamento até o trabalho no Emílio Ribas, hospital de referência para a covid-19 na região central de São Paulo.

Em maio, quando a pandemia atingia um de seus maiores picos, ela se inscreveu para vagas de CTD (Contrato por Tempo Determinado) e, dentre vários hospitais, escolheu trabalhar no Emílio Ribas, mesmo ciente de que a unidade estaria no epicentro do combate à pandemia. Segundo ela, a vocação falou mais alto.

Mônica atua na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) que hoje possui 60 leitos e desde abril mantém mais de 90% de taxa de ocupação no combate à covid-19. A enfermeira é do grupo de risco: obesa, hipertensa e diabética. Mesmo assim, dia sim, dia não, vai ao hospital trabalhar.

Ela atuou como auxiliar de enfermagem durante 26 anos e resolveu fazer faculdade já numa fase mais madura, de acordo com o governo paulista. O diploma veio aos 47.

Viúva, ela mora com o filho Felipe, 30. Durante a pandemia, ela teve seu irmão caçula, auxiliar de enfermagem de 44 anos, internado por 20 dias com a doença. Antes de ser vacinada, ela se emocionou e chorou junto com o governador João Doria (PSDB).

"Eu tenho em mente sempre que não posso me abater porque os pacientes precisam de mim, por isso tenho sempre uma palavra de positividade e de que vamos sair dessa situação. O que me ajuda também é o prazer que sinto com o meu trabalho", afirmou a enfermeira, de acordo com o governo.

Primeira vacinadora

A primeira vacinadora do Brasil também é mulher e enfermeira. Jéssica Pires de Camargo, 30, atua na Coordenadoria de Controle de Doenças e é mestre em Saúde Coletiva pela Santa Casa de São Paulo, segundo o governo de São Paulo.

"Com histórico de atuação em clínicas de vacinação e unidades de Vigilância em Saúde, Jéssica já aplicou milhares de doses em campanhas do SUS contra febre amarela, gripe, sarampo e outras doenças", afirmou a assessoria de imprensa do governo.

Jéssica afirmou estar orgulhosa e com esperança de que mais pessoas estarão protegidas. "Que outros colegas de profissão possam sentir a mesma satisfação que sinto ao fazer parte disso. São mais de 52 mil profissionais de saúde mobilizados nesta campanha e cada um deve receber o devido reconhecimento", afirmou Jéssica.


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