Internacional

GOLPE NA BOLIVIA 13/11/2019 18:36

Multidões reagem ao golpe contra Evo Morales e exigem seu retorno ao cargo

População pobre e indígena se une para rechaçar o golpe e exigir a volta do presidente Evo Morales ao cargo

Da Redação

Com Agencias de Notícias

A resistência ao golpe que interrompeu o mandato do presidente da Bolívia, Evo Morales Ayma, se ampliou ainda mais nesta quarta-feira, 13. O mandato constitucional e legítimo de Evo Morales só deve terminar em janeiro de 2020.

Concentrada na cidade dormitório e industrial de El Alto, na região metropolitana de La Paz, uma multidão aos gritos de "Evo no está solo, carajo!",se prepara para uma marcha em direção à La Paz.

O movimento, organizado por sindicatos e associações multiculturais indígenas e mestiças (quechuas, aymáar, gvuarani e yunga), campesinos, jovens e outros movimentos sociais, deve avançar sobre La Paz para rechaçar o golpe e a autoproclamação da senadora Jeanine Áñez como presidenta interina da Bolívia.

Os movimentos anunciaram uma paralisação por tempo indeterminado até que suas demandas sejam atendidas.

Durante o ato, lideranças denunciaram que os deputados e senadores do Movimento Ao Socialismo (MAS) foram impedidos de ingressar na Assembleia Nacional para a sessão desta quarta (13), que iria discutir os rumos do país.

A manifestação também repudiou a atuação de milícias que tentam conter os protestos populares.

Exilado, Evo denuncia golpe

O presidente exilado da Bolívia, Evo Morales, denunciou hoje o ato de autoproclamação da senadora da oposição Jeanine Añez Chávez como presidente interina do país.

"Denuncio à comunidade internacional que o ato de autoproclamação de um senador como presidente viola o CPE (Constituição Política do Estado) da Bolívia e as regras internas da Assembleia Legislativa", escreveu o líder indígena na rede social Twitter.

"Ele é consumado com o sangue de irmãos mortos pelas forças policiais e militares usadas no golpe", prosseguiu Morales em sua conta @evoespueblo, diretamente do México, onde chegou terça-feira sob condição de asilo político.


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