Nacional

ATENTADO PREVISÍVEL 28/03/2018 08:05

Atentado contra Lula foi facilitado pela PM do Paraná

Governo do Paraná recusou dar proteção policial à Caravana do Lula e a Polícia Militar não agiu em nenhum momento para evitar ataques à comitiva do ex-presidente que acabou alvejada por tiros

Da Redação

Com Brasil 247

Relato de uma jornalista presente no ônibus da caravana de Lula que foi alvejado por tiros na noite de ontem mostram que a Polícia Militar do Paraná não acompanhou o deslocamento da comitiva, apesar da escalada de violência e perseguição contra o ex-presidente. Descaso facilitou a ação dos criminosos.

Segundo Eleonora Lucena, jornalista com mais de 40 anos de carreira, em um determinado momento os policiais chegaram a passar pela caravana, mas não pararam. 

"Foi um atentado. A escalada fascista subiu mais um degrau. Grupos ultradireitistas não enxergam limites. Ovos, pedras, projéteis, chicotes. São milícias armadas que planejam atentados. Como as gangues que precederam as SS nazista. O mesmo modus operandi terrorista.

Vi isso num crescendo nos últimos dias. Adeptos de Bolsonaro, ruralistas, pessoas violentas que berram e xingam. Eu mesma levei uma ovada na cabeça no sábado só por estar saindo do hotel onde estava hospedado Lula. "Lincha, é comunista", ouvi em algum momento.

O país precisa reagir. O atentado não foi só contra Lula. O projétil foi contra a democracia. Democratas precisam aprender com a história e formar já uma frente ampla contra o fascismo."

MINISTRO GOLPISTA DIZ QUE NÃO VAI INVESTIGAR

O ministro da Segurança Pública,Raul Jungmann, afirmou que a Polícia Federal não irá investigar o atentado a tiros que atingiu dois ônibus da caravana do ex-presidente Lula na noite de ontem.

O ministro disse que, porque o crime não foi federal, cabe às autoridades estaduais atuar. “Caberá à investigação estabelecer se foi ou não (um atentado político)”, disse. O ministro ignora o fato da caravana levar dois ex-presidentes da República, cuja segurança obrigatória é responsabilidade do Governo Federal.

Jungmann também condenou confrontos entre militantes petistas e anti-lulistas. Jornalistas foram agredidos no trajeto por seguranças do ex-presidente. “Não podemos admitir confrontos, isso é absolutamente democrático, e é preciso ter respeito.” O ministro, no entanto, não se dispôs a mobilizar qualquer aparato de segurança para garantir o direito à livre circulação e manifestação dos ex-presidentes Lula e Dilma e impedir que terroristas continuem atacando a caravana, agredindo seus apoiadores e ameaçando matar o petista.


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