Nacional

INQUÉRITO DOS PORTOS 01/08/2018 22:47

Ministro Barroso prorroga de novo inquérito que investiga Temer

Esta é a terceira vez em que o ministro autoriza a prorrogação das apurações sobre suposta corrupção na edição de decreto do setor portuário

Reuters e Estadão

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e decidiu nesta quarta-feira prorrogar mais uma vez o prazo para a conclusão de investigações no chamado inquérito dos portos, que investiga se o presidente Michel Temer cometeu crime na edição de decreto que alterou normas portuárias. 

Esta é a terceira vez em que o ministro dá mais tempo à conclusão da apuração, sempre pelo mesmo período. O inquérito investiga se Temer beneficiou empresas com o Decreto dos Portos, editado em 2017, em troca de propina.

No final de junho, antes do início do recesso, Barroso havia autorizado o delegado de Polícia Federal Cleyber Malta Lopes a dar continuidade às investigações até que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifestasse sobre o pedido de prorrogação feito pela PF.

No despacho, a que a Reuters teve acesso, Barroso deu prazo de 60 dias para concluir a apuração, contados a partir do dia 8 de julho. Ou seja, o inquérito — se não for novamente prorrogado — terá de ser concluído até o início de setembro.

Desde setembro do ano passado, Temer é alvo desse inquérito no STF sob suspeita de ter recebido propina, por meio do então assessor especial, Rodrigo Rocha Loures, para editar um decreto que beneficiou a Rodrimar em alterações legais para o setor.

O inquérito investigava inicialmente, além do presidente, Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR), ex-assessor presidencial e ex-deputado federal, Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, dono e diretor da Rodrimar, respectivamente.

Ao longo da apuração, entraram também na mira da PF João Baptista Lima Filho, conhecido como coronel Lima, amigo de Michel Temer há 30 anos, e executivos do Libra. Todos negam envolvimento em irregularidades.

O presidente, a empresa, os executivos dela e Rocha Loures sempre negaram ter cometido qualquer irregularidade.


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