Nacional

JORNAL NACIONAL 15/09/2018 11:08

Haddad enfrenta a Globo e mostra ao Brasil porque é o candidato do Lula

Diante de dois verdadeiros inquisidores, Fernando Haddad se impôs com elegância e tranquilidade, respondeu todas as perguntas capciosas e deu o recado que interessa a todos: o PT é a solução para o caos causado pelo golpe de 2016 e vai trazer a confiança e a alegria de novo ao povo brasileiro

Da Redação

Antonio P. Pacheco

Especial para o Pauta Extra

O candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, que já lidera a corrida presidencial apenas quatro dias depois de ter seu nome confirmado na cabeça de chapa em substituição ao do ex-presidente Lula, humilhou a Rede Globo de Televisão, diante do Brasil e do mundo em seu horário mais nobre: o Jornal Nacional. Entrevistado na noite de sexta-feira,14, pelos apresentadores Willian Bonner e Renata Vasconcelos, Haddad mostrou ao país porque foi escolhido por Lula.

O candidato petista, foi o ultimo entrevistado na série de sabatinas promovidas pelo Jornal Nacional com os principais presidenciáveis. Bonner e Renata cumpriram de muito bom grado o papel ridículo de inquisidores, abdicando de vez de se apresentarem como entrevistadores sérios, imparciais e profissionais.E foram humilhados diversas vezes pelo "entrevistado", que não aceitou em momento algum o papel de "réu" e nem o clima de "tribunal" que os globais queriam estabelecer.

Mesmo acossado por dois arrogantes e debochados inquiridores, Haddad manteve a serenidade que lhe é característica, sustentou inalterado seu tom de voz até nos momentos mais tensos e, em com seu estilo professoral, não deixou nenhuma questão sem resposta, ainda que estas tenham sido sistematicamente impedidas por interrupções.

Aliás, Bonner interrompeu Haddad nada menos que 53 vezes e sua colega de bancada outras nove vezes, totalizando 62 interrupções, algo jamais registrado na história do jornalismo brasileiro.

Ao todo, as interrupções e tentativas de interromper as respostas do petista consumiu 60% do tempo do "interrogatório" - sim, porque aquilo não pode ser classificado de forma alguma como uma entrevista - restando à Haddad apenas 11 dos 27 minutos do espaço que, teoricamente, teria para apresentar suas propostas, esclarecer dúvidas sobre se plano de governo e sobre a sua campanha.

Durante todo o tempo, nenhuma questão relacionada ao plano de governo do petista foi abordada. Os inquiridores estavam interessados apenas em arrancar do candidato uma declaração em que assumisse erros e crimes que são imputados pela mídia tradicional e pelo Ministério Público ao PT contra ele, Dilma, Lula e outras lideranças do partido. Para isso, Bonner e Renata abusaram de ilações, opiniões pessoais e números contestáveis. Diante das respostas, os "astros" da bancada do Jornal Nacional assumiam expressões debochadas, exibiam sorrisos cínicos e reviravam os olhos. Uma vergonha para os verdadeiros jornalistas.

No cômputo geral, a participação do Haddad foi positiva e teve excelentes momentos. Na maior parte das vezes, as perguntas foram engolidas pela retórica acusatório disfarçada de contextualização, todas desmontadas pela perspicácia e tranquilidade do Haddad nas respostas cortantes e diretas. A calma do Haddad expôs negativamente o descontrole persecutório do Banner a ponto do jornalista alterar varias vezes o tom de voz para tentar se impor ao candidato petista.

A excessiva tranquilidade e moderação do Haddad diante das acusações sinalizaram negativamente para uma passividade e insegurança, ainda que não sejam verdadeiras. Por outro lado, o petista se mostrou extremamente seguro ao ser confrontado com as fragilidades de sua administração e da gestão da presidenta Dilma, bem como frente as acusações do MP contra ele. A defesa dos governos de Dilma, dele na Prefeitura de São Paulo e do PT foram momentos de excelência.

A mal educada e arrogante tentativa de Renata Vasconcelos de interromper o candidato petista quando ele respondia a acusação de Bonner de que teria sido beneficiado com propina paga pela construtora UTC entrou para os compêndios da história sobre mal jornalismo. "“Acho que Willliam Bonner já está satisfeito. O senhor já respondeu à pergunta dele”, disse Renata, e ouviu um educado passa-fora de Haddad: "Mas eu não estou satisfeito. Quando é sua honra que está em jogo, você decide [quando para]. Quando é a minha, eu decido", cravou o candidato calando a jornalista.

Outros dois bons momentos foram as bofetadas simbólicas representadas pela lembrança de que a Globo é investigada pela Receita Federal por sonegação e pela confissão do presidente do PSDB de que a culpa do golpe é dos tucanos e das pautas-bombas que o partido ajudou a aprovar para prejudicar Dilma e detonaram o Brasil.

Também se sobressai como bons momentos o início da "sabatina", quando Haddad deu boa noite presidente Lula - "O povo gostaria que o senhor estivesse aqui agora, como candidato", pontou, e quando desmascarou a Globo dizendo que ela é parcial e que trata seus problemas judiciais diferente do modo como trata os problemas com  petistas.

No encerramento, Haddad fechou com chave de ouro a presença no JN. O candidato petista ao Palácio do Planalto destacou para os telespectadores e eleitores que durante os governos de Lula e Dilma, o Brasil viveu "12 anos de normalidade democrática" com programas como Luz Para Todos, Universidade Para Todos, ProUni, escolas técnicas e universidades no interior, transposição do São Francisco, Transnordestina e empregos. E destacou que  "a partir do momento em que a oposição contestou o resultado das urnas em 2014, mergulhamos nessa crise da qual podemos sair em outubro se recuperarmos o projeto que vinha dando certo, desenvolvimento ecoinômico com inclusão,o povo é parte da solução, o povo não é o problema. Vamos ser feliz de novo, vote 13", concluiu.

O candidato deixou claro para o Brasil que não teme Globo, a Lava Jato, os adversários e nem as críticas. Haddad se portou como um grande líder político. Entrou como uma possibilidade e saiu do Jonal Nacional como uma certeza de que é uma excelente opção de voto, Deu o recado de forma clara: o PT está na disputa para ganhar a eleição e desfazer as os mal feitos dos golpistas, independente do que pensa ou quer a Rede Globo e o tal "mercado", pois a prioridade do governo do PT a partir de janeiro de 2019 será o povo e o futuro do país.

EDIÇÃO DAS MELHORES FRASES DE HADDAD NO JN

"Boa noite, Lula! Que milhões gostariam de ver concorrendo à presidência".

"A PF e o MPF reconhecem que os governos petistas foram os que mais fortaleceram o combate à corrupção".

"A Rede Globo também é investigada, Bonner!".

"Um indício não pode ser base para condenar. A Globo condena por antecipação".

"A delação virou uma indústria. Uma delação sem provas não podia gerar benefício a ponto de um corruptor confesso já estar gozando da liberdade e do seu patrimônio".

"Lula jamais indicou ministro [do STF,STJ] pensando em como esse ministro iria votar".

"O CNMP abriu expediente para entender por que esses membros tiveram 3 anos para me chamar e levar a documentação, mas só resolveram fazer isso 30 dias antes da eleição".

"Mas, eu não estou [satisfeito]. Quando é sua honra você decide [quando parar]. Quando é a minha honra que está em jogo, eu decido, Bonner".

"[Fui escolhido porque] na visão do Lula, fui o melhor ministro do governo dele, o ministro mais bem-avaliado do governo mais bem-avaliado".

"Espero que o PSDB não vá sabotar o próximo governo eleito. A culpa [da crise no Brasil hoje] é do PSDB. O presidente do PSDB [Tasso Jereissati] assumiu a culpa ontem. A recessão começou depois da reeleição de Dilma".

"A Dilma foi, sim, vítima de sabotagem e pautas-bomba! Tínhamos a menor taxa de desemprego em 2014 (4,9% em dezembro), e aí começam Cunha e Aécio a aprovar despesa em cima de despesa no Congresso pra sabotar um governo que precisava fazer um ajuste".

"Geramos 20 milhões de empregos em 12 anos. Mas, a partir do momento em que a oposição passou a contestar o resultado das urnas, passamos a enfrentar esta crise".

"Tenho certeza de que todos se lembram dos 12 anos de normalidade democrática que vivemos no país. Geramos 20 milhões de empregos em 12 anos".

"Podemos sair desta crise em outubro se recuperarmos o projeto que vinha dando certo, desenvolvimento econômico com inclusão,o povo é parte da solução, o povo não é o problema. Vamos ser feliz de novo, vote 13!".

 

 

 

 

 


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