Pauta Jurídica

DELAÇÃO DE SILVAL 21/03/2018 08:35

Inquérito contra senador Blairo Maggi é prorrogado pelo STF

O ministro Luiz Fux concedeu ao MPF mais prazo para aprofundar as investigações sobre crimes denunciados por Silval Barbosa e que teriam sido praticados a mando do ministro Blairo Maggi

Da Redação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) ganhou mais 45 dias para aprofundar as investigações e encerrar o inquérito que investiga a prática de crimes denunciados pelo ex-governador Silval Barbosa e que teriam sido praticados sob ordem e conhecimento do senador licenciado e ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP). A prorrogação do prazo foi concedida pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da PGR. A decisão de Fux foi tomada no dia 02 de março, mas só se tornou pública nesta terça-feira, 20.

O inquérito é resultado do acordo de delação premiada firmado por Silval Barbosa com a PGR. O ex-governador revelou a existência de uma organização criminosa articulada ainda na administração de Blairo Maggi no Governo de Mato Grosso.

A organização teria praticado os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, obstrução de investigação criminal e outros delitos conexos. A delação do ex-secretário de Casa Civil, Pedro Nadaf, também serviu como fonte.

As investigações duram mais de 6 meses e arrolam, além de Maggi, personagens como os conselheiros afastados do Tribunal de Contas de Mato Grosso, José Carlos Novelli, Antônio Joaquim Moraes, Waldir Júlio Teis, Walter Albano da Silva e Sérgio Ricardo de Almeida. O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), também é alvo.

Justamente pela quantidade grande de nomes, as investigações estão em fase inicial. “Ainda existem núcleos fáticos descritos pelos colaboradores cuja instrução sequer foi iniciada”, afirmou Fux em sua decisão que prorrogou o encerramento do inquérito.

As investigações seguem no Supremo Tribunal Federal por prerrogativa de foro do ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Ocorre que novas revelações ainda podem mudar o rumo do inquérito.

“Apenas após o aprofundamento da investigação de todos os núcleos fáticos pertinentes é que se poderá identificar com maior clareza quais abrigam indícios concretos do envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal e qual o nível de conexão entre uns e outros a justificar o desmembramento ou a excepcional reunião da apuração”, salientou Fux.

(Com Gazeta Digital)
 


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