Polícia

CRIME BÁRBARO 24/11/2020 07:52

Chacina em Aripuanã deixa quatro mortos em garimpo ilegal

A chacina vitimou Deuzilene Tavares, 40 anos, a "Babalu", que seria o alvo principal dos pistoleiros, o filho dela de 19 anos e dois garimpeiros que estavam com ela (Fotos:Arq.Web).

Da Redação

Com Assessoria

A polícia de Aripuanã (1.203 km de Cuiabá). está investigando em busca de pistas levem a identificação dos pistoleiros que chacinaram quatro pessoas em uma estrada de acesso à um garimpo ilegal na região.

O crime bárbaro aconteceu no domingo, mas os corpos foram localizados na segunda-feira,23. Foram executados Deuzilene Tavares, de 40 anos, conhecida como “Babalu”, seu filho, Luiz Felipe, 19, o companheiro dela, Leoncio dos Santos, 40 e Jonas dos Santos, 25 anos.  

Segundo registrado no boletim de ocorrência lavrado pela Polícia Militar, apenas uma mulher, de 19 anos, casada com uma das vítimas fatais, sobreviveu. Ela contou à polícia que seu marido, Jonas, implorou aos sicários para poupar a vida dela porque ela está grávida.

A sobrevivente contou à polícia que ela e o marido estavam de carona com Babalu, o filho dela e Leôncio. Ela disse que iriam até Juína (MT), mas na estrada, o carro foi abordado pelos pistoleiros que fecharam a estrada. Os assassinos estavam encapuzados e bem armados e se locomoviam em uma camionete preta.

Os assassinos teriam algemado todos e os conduziram por um trecho da estrada até um ponto onde pegaram um desvio e anunciaram que iriam executar os cinco. Foi então que Jonas teria implorado pela vida da mulher grávida. Em seguida, os quatro foram retirados do carro e executados à tiros. Os criminosos jogaram combustível no corpo de Babalu e em seu carro e atearam fogo, incinerando parcialmente o cadáver. 

Deuzilene Tavares e o filho Luiz Felipe: vítimas de uma emboscada em garimpo ilegal.

 

 

 

 

A sobrevivente revelou ainda que depois os criminosos a levaram até Juína e a mandaram "calar a boca e sumir de vez".

FAMÍLIAS "DEVASTADAS"

De acordo com uma sobrinha de Deuzilene, que preferiu não se identificar, a família está "devastada" com os homicídios. "Está difícil, muita dor. Estamos realmente devastados. Prefiro não ser identificada, porque estamos passando por momentos difíceis", relatou.

Uma prima de Luiz Felipe, que também prefere ficar anônima, contou o jovem morava em Pontes e Lacerda (MT), mas havia ido visitar a mãe no município de Aripuanã, onde ela tinha negócios e tocava uma frente no garimpo clandestino.

"Minha tia ficou ligando para ele, ficou preocupada que ele não atendia. Um irmão dele que morava em Vilhena ficou sabendo e falou que não era para ninguém contar para minha tia, que era idosa. Ninguém sabe de nada ainda, se foi alguma vingança por conta do garimpo. Ele pagou com a vida, mas era inocente", disse.

 


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