Política Estadual

03/04/2018 08:14

Fávaro se afasta de Taques definitivamente e PSD entrega cargos

Da Redação

O governador Pedro Taques (PSDB) perdeu o apoio de seu vice, o empresário do agronegócio, Carlos Fávaro, que levou o PSD a comunicar, na segunda-feira, 02, o Chefe do Executivo que o partido está deixando oficialmente o governo. Todos os cargos ocupados por indicações do PSD foram colocados a disposição do governador.

Com a decisão de romper com PSDB, o vice-governador ganha autonomia para articular a sua própria candidatura ao Palácio Paiaguás nas eleições de outubro. O comunicado foi feito por meio de um ofício, assinado por Fávaro, que é o presidente regional do partido.

No oficio, a sigla reforça que a decisão foi tomada por todos os membros do partido em reunião realizada no último dia 21, e ratificada durante um encontro com a bancada de deputados estaduais do PSD, ocorrido no dia 20 do mês passado.

Antes do almoço, Fávaro e Pedro Taques tiveram um encontro breve no gabinete do governador, no Palácio Paiaguás. Segundo o vice governador, o encontro foi “rápido” e “tranquilo”.

“Para melhor viabilizar a candidatura ao Senado, como as candidaturas proporcionais de deputado estadual e federal, o PSD adotará, a partir de agora, uma postura independente ao Governo Estadual para que possa conversar com todos os partidos e definir o melhor para Mato Grosso”, diz trecho do ofício.

“O PSD informa ainda que está disponibilizando todos os cargos que o partido possui no Governo do Estado, em compatibilidade a postura de independência”, reforça o documento.

PARTIDO DOIS EM UM

O PSD acabou criando uma situação bizarra ao formalizar o rompimento da aliança que elegeu Taques e Fávaro. Os deputados da legenda não acompanharão, neste primeiro momento, o afastamento do partido do governo tucano. Os parlamentares continuarão integrando a base do Governo sob a alegação de “manter a coerência e os compromissos assumidos com essa gestão".

No oficio, Fávaro ainda ressalta que “os cargos disponibilizados aos deputados são de responsabilidade deles”, e que portanto, os indicados permanecerão até que cada parlamentar decida se irá se juntar ou não à candidatura própria do partido ao Governo do Estado.

Parece piada, mas não é. O PSD está visivelmente rachado e, na prática, é hoje dois partido com um só nome. De um lado, o grupo liderado pelo vice-governador Carlos Fávaro. De outros, os deputados, sob o pulso firme do deputado Mauro Savi. A direção do partido diz que os parlamentares permanecerão na legenda e que há unidade no grupo em torno do pleito deste ano. Mas, os deputados, não escondem que preferem reeditar a aliança de 2014 e apoiar a reeleição de Taques.

O principal cargo ocupado pela legenda no Governo do Estado é a Secretaria de Ciências e Tecnologia, sob comando do ex-vereador Domingos Sávio.

O partido ainda responde pela presidência da Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer) com Layr Motta, e a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager), que tem a frente Eduardo Moura. Até ontem, apenas Eduardo Moura, da Ager, havia confirmado a sua saída.

(Com informações do Diário de Cuiabá)


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